EM UMA CONVENÇÃO SOCIAL QUALQUER
Autora: Jancleide Góes
Explodiu todo o centro humano em torno de sua mente,
Pediram um momento para falar todas as frases torpes que já conhecemos,
Eu não queria ficar, mas, tinha que fazer as honras da casa.
Ao som de Ana Carolina escrevia coisas tão loucas
Todas aquelas bobeiras eram para dizer que o homem.
Bem, o homem…
Então, o homem…
Rá! Bú!
Explodiu!
Todos sentados e eu tentando entender o porquê lutamos
Por reforma agrária, fome zero. Sustentando as mesmas velhas teorias
Torpes e ignorantes teorias,
Quais?
Todas que vieram antes de eu nascer,
A teoria da Democracia. As grandes e pequenas teorias,
E eles não paravam de falar. Eu queria sair daquele lugar,
Fugir das convenções sociais e voltar aos desejos primordiais,
Eu queria estar bem longe.
Eu queria estar na cama.
Queria estar desejando e sendo desejada,
Queria estar livre. Queria estar longe daquele lugar.
Depois de tanto falarem, resolveram que é preciso…
Deixar o país com está.
Bú!
Pra quê mudar?
Rá!

Ah! Os desejos primordiais, Jan!! Tem jeito não, querida. Estamos no sistema até o pescoço. Esta engrenagem maldita tritura-nos. Veja o reflexo disto pela televisão, estática, caminhando, mesmo sem querer, para esta realidade. Seu poema é um sinal, o registro do nosso tempo: caos.
Beijos.
Flamarion Silva disse isto em Novembro 8, 2008 às 3:49 am
“Esse sistema é um vampiro…Ô Ô Ô!!” Já dizia o poeta. Decifrando e devorando a todos
mas lutemos contra esse “caos”…
Pra quê mudar?
E por que não?
kleitman disse isto em Novembro 8, 2008 às 10:48 am
Adorei o poema, interessante a maneira como sua angústia e a realidade se fundem e faz com que nos identifiquemos. Beijão!
Tássia Pellegrini (Tanna Shaknovsk) disse isto em Novembro 9, 2008 às 11:00 pm
olá, gracias vocês entenderam…vocês agora sabem um pouco de mim.
Obrigada bjus
jancleide disse isto em Novembro 10, 2008 às 12:14 am
Muito bom, Jan! Ass.: descubra (M______)
Mai disse isto em Setembro 23, 2010 às 9:46 pm